A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 13/06/2022
Segundo o filósofo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Entretanto, no contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a questão da fome em tempos de pandemia demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base do país. Nesse sentindo, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que possui como principais causas a insuficiência legislativa e o silenciamento populacional.
Primordialmente, a ineficiência das leis é um entrave que tange ao problema. Sob esse viés, a Constituição federal de 1988 garante o direito a alimentação, contudo, nota-se que o acesso da alimentação não abrange a todos e isso fica nitído em uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 35% da população está em alum nível de insegurança alimantar. Destarte, é necessário que o Estado cumpra com as suas obrigações para que esse grave problema acabe.
Em paralelo, o silêncio da população é um desafio presente na problemática. Consoante a isso, a filósofa e escritora Djamilla Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um sileciamento instaurado no que diz respeito à questão da fome em tempos de pandemia, visto que a fome é um impasse que sempre existiu, mas não foi extinta e em tempos de pandemia se torna mais dificil pelo fato do isolamento social, acaba sendo esquecido. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para agir sobre ela, como defende a pensadora.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o governo federal, órgão responsável administrativamente pelo país, junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), deve criar projetos por meio de verbas públicas, que tenham como principal finalidade o fim da fome. Como exemplo, faça doações de cestas básicas para pessoas que estão passando por insegurança alimentar, ademais, entre em parceria com mídias em massa para orientar as pessoas onde elas devem ir pedir ajuda em casos de necessidade. Dessa forma, acabando com a fome e com pessoas mais conscientes sobre os seus direitos.