A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/09/2021

Não é a primeira vez que uma pandemia impacta em escala mundial na questão da fome, a peste negra do século XIV por exemplo, foi uma das pandemias que mais marcou a história da humanidade. Em sua decorrência, a produção agrícola foi diminuída, resultando na falta de alimentos, e consequentemente, na fome por toda a Europa Feudal. De forma análoga ao passado histórico, atualmente o mundo se encontra em um cenário de fome estimulado pela decorrência das mais variadas consequências da pandemia, que entre elas, a inflação no preço dos alimentos e os desempregos atuam como principais fatores.

Em primeiro plano, analisando o passado histórico citado anteriormente, a peste negra impactou no modelo econômico em que mais centralizava trabalhadores, o feudalismo e sua agricultura. Desse modo, o covid-19  tendenciou a impactar do mesmo modo que a peste, porém o setor terciário foi a vítima afligida. Como resultado, o desempregos foi a principal problemática enfrentada pelos indivíduos nesse setor, que por sua vez culminou numa população cada vez mais esfomeada em decorrência da ausência de meio de renda. Prova disso, segundo dados do IBGE, mais de 19 milhões de pessoas passam fome no Brasil, enquanto que 14 milhões de pessoas vivem desempregadas, representando uma taxa com mais de 73% em relação às pessoas esfomeadas pelo país. Sendo assim, o desemprego deixa explícito sua grande influência diante a fome na população, requerendo meios para restabelecer o trabalho e sua importância econômica para o mundo e sua população.

Ademais, é importante ressaltar a inflação do preço como um dos principais fatores que estimulam a fome no mundo, que além de impossibilitar a venda de alimentos inflacionados para as classes mais baixas, afetam o seu comércio, podendo levar os indivíduos ao desemprego. Fato disso, segundo uma reportagem da Globo, o preço dos insumos e a pandemia obrigaram um casal a fechar seu comércio de salgados, o marido, que estava desempregado desde 2018, ajudava na empresa e a família ficou sem renda. Dessa maneira, fica explícito as consequências que trazem a inflação do preço em alimentos, logo que, demanda meios para impedir essa ligação com outra problemática referida ao desemprego.

Diante os aspectos apresentados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação atual. Portanto, é dever da ONU promover campanhas de incentivo ao emprego e reajuste da inflação, por meio de mídias sociais, como por exemplo mídias jornalísticas e redes sociais, com a finalidade de divulgar a importância do emprego e orientar as dificuldades enfrentadas com a inflação de alimentos, para que assim os indivíduos tenham sua fonte financeira e consequentemente renda necessária para suprir suas necessidades básicas, reduzindo a precariedade dessa questão da fome na pandemia.