A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/09/2021

Embora a Contituição Federal no seu artigo 6° assegure que o acesso à alimentação é um direito fundamental, percebe-se que, no atual cenário brasileiro, não há o cumprimento dessa garantia. Todavia, o aumento do desemprego vem colaborando para a questão da fome na sociedade hodierna, seja pela desigualdade social e seu legado histórico, seja pela falta de políticas públicas que visam no desenvolvimento de trabalho.

Mormente, deve-se destacar, que a herança da escravidão contribuiu para a grande desigualdade social ainda presente. No entanto, com o fim da  escravidão em 1888, foram surgindo as chamadas “favelas”, no qual ainda são os locais que se concentra o maior índice de pessoas sem acesso à alimentação nas grandes capitais. Tal conjuntura, é evidenciada pela falta de oportunidade de ascender na sociedade, tendo em vista que há a predominância de uma vunerabilidade social e de insegurança alimentar nas comunidades. Assim, com o início da pandemia, a desigualdade social afetou nao só as favelas, mas sim as diferentes regiões do país. Segundo a FAO, 5% da população brasileira estão em extrema pobreza, o que dificulta a solução da problemática no Brasil.

Ademais, é válido destacar, que a carência de políticas públicas e sociais que garanta o desenvolvimento de trabalho, corroboram para o gradiente da fome no território nacional.  De acordo com o IBGE, o índice de desemprego no Brasil se mantém em 14,7, sendo o maior desde o início da série histórica do instituto em 2012. Dados também afirmam que em 5 anos, cresceu em 3 milhões o número de pessoas sem acesso à alimentação básica, sendo por falta de oportunidade de conseguir renda e por causa da pandemia que consequentemente fez com que a  população se reinventa-se para não deixar de faltar comida na mesa, evidenciando a negligência por meio do Estado na geração de emprego e na garantia  de acesso à alimentação.

Portanto, percebe-se que medidas são necessárias para sanar essa epidemia de fome. O Estado como interventor dos direitos coletivos, deve promover investimentos sociais em ONG’S, a exemplo a LBV (Legião da Boa Vontade), para garantir a distribuição de cestas básicas para famílias das zonas rurais e nas capitais de cada estado, sustentando o direito à alimentação assegurado pela Carta Magna e iniciano o processo de extinção da fome na nação. O Ministério do Trabalho deve elaborar medidas de desenvolvimento de emprego e renda em todo o território, e em parcerias com empresas de qualificação profissional, promover cursos que garanta a oportunidade de trabalho, principalmente nas áreas mais pobres do país, rompendo com a grande desigualdade no corpo coltivo. Com essas medidas, o país poderá superar esse impasse e garantir uma qualidade de vida a população.