A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 16/09/2021

No capítulo Mudanças, do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o personagem Fabiano mata o seu papagaio de estimação para servir de alimento a ele e sua família, o que retrata a fome vivida por esse povo. Fora da ficção, esse é um cenário que, durante a pandemia se tornou mais frequente tanto no Brasil quanto no resto do mundo .Nessa perspectiva, observa-se que tanto o aumento desemprego quanto a negligência governamental contribuem com a perpetuação dessa mácula.

De início, é imperioso destacar o desemprego como promotora do problema. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio, apontam os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um contingente de 14,8 milhões de pessoas buscando por uma oportunidade no mercado de trabalho no país.

Outrossim, a negligência por parte do governo e da sociedade tem acarretado a questão da fome no Brasil. Visto que , a nação brasileira está entre as que mais desperdiça alimentos no mundo, no entanto, toda essa perda poderia nutrir os financeiramente menos favorecidos. Segundo pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre. Nesse sentido, observa-se a falta de políticas públicas e investimentos por parte dos governantes, em áreas sociais básicas indispensáveis para o mínimo existencial, logo, tais direitos são violados e negligenciados, de forma que em pleno século XXI muitas famílias não tenham nada para comer.

Portanto, logo, o Governo Federal deve direcionar verbas as prefeituras, que promovera por exemplo a entrega de cestas básicas e criação de restaurantes públicos destinados a alimentação de quem se encontra em extrema pobreza. Ademais, cabe também ao Congresso Nacional elaborar projetos para o avanço da economia brasileira buscando disponibilizar mais vagas de empregos.