A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 16/09/2021
No livro vidas secas de Graciliano Ramos, é abordado a seca e a fome enfrentadas por uma família de retirantes sertanejos. Hodiernamente, esse livro assemelha-se com a problemática da fome em tempos de pandemia no Brasil, na qual é potencializada devido ao aumento do preço dos alimentos e ao desemprego. Nesse contexto, é indubitável que a negligência governamental e a desigualdade social contribuem para o aumento significativo da fome.
A priori, vale ressaltar a Constituição de 1988, que garante o direito à alimentação a todos cidadãos. Entretanto, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles, a política se preocupa com a felicidade coletiva, contudo, é um conceito deturpado, uma vez que 10 milhões de famílias brasileiras não possuem acesso aos alimentos que aumentaram o preço durante a pandemia, o que contribui para o crescimento da pobreza e da fome neste período.
Outrossim, sob a perspectiva filosófica de São Tomás Aquino, todos os indivíduos possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, a problemática da fome também é impulsionada pela desigualdade social. Tristemente, a pandemia do COVID-19 contribuiu para o aumento do número de desemprego no país. Consequentemente, a população enfrenta precárias condições sociais e a má nutrição por falta de alimento.
Dessa forma, é necessário que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome crie programas que oferecem cestas básicas para as famílias mais carentes durante os tempos de pandemia. Além disso, cabe ao ministério proporcionar assistência de renda para os desempregados, através de programas sociais lucrativos, a fim de diminuir a desigualdade social. Com essa medida em vigor, é possível distanciar a realidade brasileira da fome retratada no livro vidas secas.