A qualidade da água no Brasil
Enviada em 16/12/2020
O filosofo Talles de Mileto na tentativa de definir a origem do mundo, definiu, ao observar a parte primal da água em todas os sistemas do planeta, que o líquido o era. Assim, ao mesmo tempo que o avançar da ciência demonstrou explicações diferentes para a origem, comprovou também, o papel fundamental da água na vida saudável do homem e do planeta. Entretanto, o ser humano administra o recurso, no hodierno, ignronando sua importancia, de forma que, a qualidade da água no Brasil sofre constantes perdas, o que, em adição a sua tradicional má distribuição, dificulta o acesso justo pela população.
Nesse interim, primeiramente, a realidade da distribuição da água no Brasil é historicamente injusta. Afirmação comprovada no fato de que apenas no ano de 2018 o Congresso Federal assegurou, constitucionalmente, o direito ao acesso a água tratada aos brasileiros. De maneira que, segundo dados da medida provisória responsável pela mudança, 15% da população brasileira não tem o acesso, revelando o descaso. Assim, a distribuição do bem no país se coloca como um mecanismo de agravação e criação de desigualdade social, uma vez que, os grupos fadados a vida sem acesso de qualidade ao agora direito são aqueles já tradicionalmente em situação de vulnerabilidade social. O que os condiciona ao consumo de fontes não adequadas, muitas vezes, poluídas pela ação antrópica.
Logo, ademais a questão legal os grupos de poder corroboram também diretamente na questão. Os acidentes de Mariana e Brumadinho iluminaram a maneira a qual o capital age com descaso para com o ambiente e a população. O curso do Rio Doce, fonte de água de milhares de brasileiros, fora permanentemente danificado pelas ações diretas da Vale, corroborando assim para a perda de qualidade de uma significativa fonte nacional. As formas de poluição variam e se estendem a formas menos diretas ou catastróficas, porém, configuram, da mesma forma, violências simbólicas voltadas não só a população, mas também ao ambiente. Uma vez que,ações constantes e não necessariamente com o fim violento, violam milhares de brasileiros, em consonância ao conceito arendtano.
Destarte, urge a retomada do apresso pré-socrático a água, de maneira a garantir seu acesso justo e diminuição da desigualdade social. Sendo assim, cabe ao Governo Federal a estipulação de mecanismo de assegurar o acesso do recém tornado direito por meio da criação do programa “Água para todos”, armado em duas frentes, fiscalização e ação. A primeira deve assegurar que empresas sigam os protocolos ambientais, e não causando violências para o ambiente e os brasileiros. A segunda, deve praticar ações que levem a água potável aos quinze porcento da população privados do direito, investindo na instalação de mecanismos ecológicos de tratamento e cursos de distribuição nas áreas necessárias. Assim poder-se-á assegurar segurança no futuro e a justça de direitos no presente.