A qualidade da água no Brasil
Enviada em 23/11/2020
É inegável que a qualidade da água continua a ser uma questão em voga no Brasil. Certamente, a contaminação de afluentes e a deficiência na distribuição de água potável são fatores ligados diretamente à ausência de saneamento básico em muitos centros urbanos que, somadas a ineficiente ação estatal, corroboram para a perpetuação desse cenário. Logo, cabe ao Poder Público promover medidas que visem atenuar o impacto ambiental do uso de água, bem como disponibilizar meios para que a população tenha acesso à água limpa.
É importante pontuar, de início, que uma parcela da população carece de água tratada, esse fato acarreta diversas problemáticas relativas à saúde dos cidadãos. Prova disso são os dados divulgados pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), que evidenciam que o número de casos de verminoses são 36% mais elevados em locais com menos saneamento básico. Nesse sentido, percebe-se que parte da população —embora tenha essa prerrogativa assegurada pela Constituição Federal— tem esse direto primordial vilipendiado e, decorrente disso, estão mais suscetíveis a contrair doenças.
Vale ressaltar, também, que que a escassez do tratamento de esgoto em diversas regiões de centros urbanos não apenas contribui com a proliferação de doenças, como também é responsável pela contaminação de afluentes. Nessa perspectiva, bacias hidrográficas próximas a localidades industriais ou cidades tornam-se alvos fáceis a serem afetados pela poluição urbana e industrial. Sem dúvidas, isso fica claro ao visualizar-se que em sete estados brasileiros a água é ruim ou péssima em 40% dos 96 rios, córregos e lagos ali presentes, segundo a pesquisa da ONG SOS Mata Atlântica. Dessa forma, é possível depreender que o manejo inapropriado da água afeta não somente o meio urbano, sendo danoso também ao meio ambiente, podendo poluir lagos, nos nascentes, lençóis freáticos e até mesmo o solo.
Portanto, percebe-se que a qualidade da água permanece como problema para o Brasil. Em suma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente — órgão nacional responsável pela política nacional relativa ao meio ambiente — promover a criação de um sistema de saneamento básico nas regiões do país que não são acalentadas por tal direto essencial, a fim de proporcionar maior qualidade de vida à população, auxiliando também a preservação de corpos d’água, do solo e da biodiversidade nacional. Somente assim, poderá ser instaurada a acessibilidade a esse direito crucial.