A qualidade da água no Brasil

Enviada em 20/11/2020

O estudo mostra que o tratamento deficiente de águas residuais e a poluição da indústria e da agricultura são os maiores problemas. Em sete estados do Brasil, apenas 11% dos rios e nascentes foram classificados como bons. A falta de tratamento de águas residuais e a poluição da indústria e da agricultura são as principais ameaças à qualidade da água no Brasil. Segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica, a água é ruim ou péssima em 40% dos 96 rios, córregos e lagos avaliados em sete estados brasileiros. Segundo levantamento divulgado por ocasião do Dia Mundial da Água (22/03), a situação é preocupante no bioma Mata Atlântica, principalmente nas áreas urbanas.

Apenas 11% dos rios e nascentes são classificados como bons - todos localizados em áreas de proteção natural e matas ciliares preservadas. A água é regular em 49% dos rios. A pesquisa foi realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Cantarina e Rio Grande do Sul. Segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), 76% dos corpos d’água são de boa qualidade; 6% foram classificados como ruins e apenas 1% como péssimos. Nas áreas urbanas, o percentual considerado bom cai para 24%. A água de má qualidade sobe para 32% e 12%, respectivamente. Apesar de serem grandes centros poluidores, as grandes cidades têm melhor infraestrutura de saneamento básico, observa Marcos von Sperling, professor de engenharia sanitária e ambiental da UFMG.

A ANA alerta para a falta de informações sobre a qualidade dos recursos hídricos do Brasil. A agência faz diagnósticos a partir de dados das redes estaduais, mas apenas 17 das 27 unidades da federação fazem monitoramento de água. Outra dificuldade é a falta de padronização na coleta de dados. De acordo com a agência, apenas 658 pontos de análise tiveram uma corrida histórica longa o suficiente para conduzir um estudo. Nestes casos, 8% tenderam a melhorar a qualidade da água e 5% pioraram. As principais causas de poluição, além do esgoto, são os lançamentos da industria e da agricultura, que geram rejeitos químicos nocivos, como os agrotóxicos, por exemplo. Por fim, há a poluição difusa, cuja origem é difícil de verificar e pode incluir qualquer dejeto. “Vai desde o sofá velho ao cachorro morto, tudo vai parar nos córregos”, diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

Para evitarmos a poluição da água, há algumas coisas que podemos fazer, como não descartar o óleo de cozinha no ralo, jogar o lixo sempre em local adequado, e amarrar bem os sacos antes de pôr na lixeira, não jogar nenhum tipo de material, como sacolinhas plásticas e embalagens, em rios, lagos e mares, e coisas básicas que podemos encontrar no site G1.