A qualidade da água no Brasil

Enviada em 12/08/2020

No livro, ‘‘O ceifador’’, é mostrado um mundo ficcional no qual a poluição do meio ambiente e o uso desenfreado dos recursos naturais foram quase que totalmente superados. Contudo, tal realidade ainda não foi alcançada pelo Brasil, haja vista que, segundo o IBGE, 42% dos esgotos e rejeitos industrias são lançados em corpos d’água nacionais. Desse modo, cabe debater quais ações corroboram para a poluição de rios e lagos e quais medidas podem ser tomadas para que haja uma melhora na qualidade da água.

De início, vale ressaltar que, segundo o filósofo Auguste Comte, o objetivo de qualquer sociedade é buscar o progresso e a superioridade tecno-cientifica. Entretanto, a linha de raciocínio do pensador susodito se mostra cada vez mais errônea, posto que, de acordo com o site G1,cerca de 51% dos corpos hídricos poluídos são vitimas de zonas industriais( criações humanas que durante todo o período de vida do intelectual anteriormente apresentado, denotavam avanços)’’. Dessarte, a busca por uma modernização industrial rápida e sem consciência ambiental é um fator que contribui para a perda de qualidade dos recursos fluviais e prejudicial para a sociedade como um todo, dado que, polui alguns dos bens insubstituíveis e que são necessário para todos os seres vivos.

Em segundo lugar, deve-se destacar que, para o sociólogo Karl Marx, a maioria dos problemas enfrentados pelos humanos são causados pelas desigualdades sociais. Outrossim, o ponto de vista do antropólogo supracitado pode ser comprovado ao se observar que para a página de notícias do UOL/ESTADÃO, cerca de 35% dos brasileiros não tem acesso a uma rede de esgoto adequada. Destarte, estas informações mostram que mais de um terço dos 200 milhões de cidadãos do Brasil são forçados a fazer o descarte inadequado de seus dejetos em lixões e no céu aberto (visto que não possuem um local especifico para descarta-lo) , e que por ventura podem alcançar corpos hídricos que, por consequência, acabam por diminuir a qualidade da água.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Infraestrutura criar leis que multem ou punam empresas que poluam o meio ambiente e que busque democratizar o acesso ao saneamento básico para toda a nação. Isso pode ser feito por meio de implantação de leis e de fiscalização para o crime de despejo de lixo em rios e lagos por pessoas ou instituições e o dinheiro arrecadado nas multas pode ser usado para a manutenção da fiscalização e para a implementação de redes de esgotos em ambientes sem um descarte adequado de lixo. Dessa forma, será possível que a nação brasileira esteja um passo mais próximo de alcançar a realidade apresentada na obra susodita.