A qualidade da água no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Segundo o filósofo Tales de Mileto, a água é o princípio de tudo. Além de cobrir, em sua forma líquida,  71% da superfície do planeta Terra, compõe o corpo humano em 80%. É indubitável que esse solvente universal é essencial para a sobrevivência dos seres vivos. Entretanto, há cidadãos brasileiros em situação crítica por falta de qualidade de distribuição e  tratamento desse patrimônio.

Nos dias hodiernos, a população universal sofre com a Pandemia de Covid-19. Com poucas formas de evitar a contaminação pelo vírus, a mais recomendada e, teoricamente, acessível é lavar as mãos com água e sabão. Porém, muitos habitantes do Brasil encontram dificuldade neste processo, pois não há o principal recurso natural necessário para a ação e sobrevivência humana disponível em suas moradias.

A região Nordestina do Brasil vem enfrentando a estiagem da água por longos anos, ocorrentes por conta do clima seco, falta de chuvas e desperdício. Além disso, 31,1 milhões de brasileiros se encontram sem água encanada. Moradores das favelas do Rio de Janeiro sobem e descem os degraus do morro com baldes para abastecer sua residência, há mais de trinta dias.

Ademais, o estado do Rio passou por uma crise hídrica no começo do ano, onde a água distribuída pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) saía das torneiras turva, com gosto e cheiro ruins. A ocorrência se tratou de uma substância, geosmina, que ocasionou infecção intestinal em grande parte da população.

Dessa forma, cabe aos cidadãos usar o recurso de forma consciente. Urge a necessidade de maior fiscalização pelos órgãos de controle de companhias fornecedoras de água e aumentar multas por descaso de saúde pública. Cabe a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) rever contratos da CEDAE com os municípios.