A qualidade da água no Brasil
Enviada em 02/04/2020
Em reportagem divulgada pela emissora de televisão Rede Record, é comprovada a presença de Alumínio, Flúor e Manganês, que são elementos de alto risco para o bem-estar humano se constante for a exposição, em uma lagoa localizada em Tanguá, Rio de Janeiro. Uma das principais consequências de seu uso e consumo são as doenças neurológicas e a fluorose, que causa dor nos ossos e articulações. O surgimento do local está ligado a uma antiga mineradora que ali funcionava. Ao encerrar a exploração de minerais, a empresa abandou o local em cratera e a resíduos. Aquela e estes, junto ao acúmulo de água das chuvas no local, formaram a conhecida “Lagoa Azul”, que apresenta esse nome por suas águas claras. A situação descrita revela um cenário desastroso de um mal que, como no exemplo dado, pode, por vezes, não ser visto de forma explícita: A contaminação da hidrosfera da região brasileira. O filósofo Tales de Mileto costumava afirmar que a água era o princípio de tudo. Embora fosse esta concepção a visão pessoal do estudioso, sua conclusão revela quão importante é aquela, desde o princípio dos séculos. O homem, no entanto, revela-se incapaz de preservá-la. No que diz respeito ao Brasil, um exemplo da afirmação é o despejo de esgoto não tratado no mar, que leva a morte de peixes causada pela falta de oxigênio na água, que vem da decomposição de microalgas marinhas multiplicadas em decorrência do processo de eutrofização, o que acarreta também, além de prejuízo no equilíbrio ecológico, o mesmo para a pesca. Deve ser exposto também que em busca de ter a produção e rendimento assegurados, as lavouras do país abusam no uso de agrotóxicos, e, no objetivo de exterminar pragas, podem exterminar vidas. Isto porque a intoxicação do bem mais essencial a vida causa tontura, vômitos, irritações na pele e em casos graves, a morte. Em conexão a estes atos, pode-se citar da mesma forma o atual ocorrido na Estação de Tratamento Guandu, no Rio de Janeiro. Em certa manhã, as mananciais estavam infectadas com detergente. Não sabe-se a “origem” do ocorrido, mas o fato traz a luz o risco de envenenamento diante de falhas fiscalizações e monitoramento nas distribuidoras de recursos hídricos ao redor do Brasil. Um crime ambiental e contra a população. Após o ocorrido, a estação foi fechada por um tempo. Logo, órgãos como a ANVISA devem reduzir o limite do uso de defensivos agrícolas por meio de decretos e fiscalização, o que irá cooperar no equilíbrio destes elementos nas águas subterrâneas e, de forma linear, no consumo humano. Além disso, é essencial que o Ministério da Saúde torne o direito ao saneamento básico uma prática, determinando as devidas instalações. Ao Ministério do Meio Ambiente cabe atribuir a empresas petroquímicas a responsabilidade de restauração da região prejudicada por possíveis vazamentos que venham a ocorrer. A vida é fruto da cooperação mútua.