A qualidade da água no Brasil

Enviada em 03/04/2020

“A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba”, era assim que o autor modernista, Guimarães Rosa, descrevia a verídica importância das águas no Brasil. Indubitavelmente, essa realidade do desdém brasileiro em relação a principal fonte de vida, escrita na fase do Modernismo, permanece enraizada no contexto contemporâneo. Ademais, através dessas atitudes de desvalorização, a sociedade se encontra, diante de diversas consequências, desde o suas atividades de lazer ao seu bem-estar.

De certa forma, o país tropical possui uma quantidade benéfica, em seu território, de líquido doce - cerca de doze por cento - em relação, aos demais países, que nem a metade obtém. Entretanto, grande parte desse fluido, é desviado no processo de distribuição para abastecer a população ou usada de forma inconsequente nas áreas econômicas, como na mineração, agricultura e indústrias. Além disso, segundo o Instituto Trata Brasil (ITB), trinta e cinco milhões de habitantes não possuem água potável, e oitenta e quatro por cento das cidades necessitam de investimentos urgentes nos tratamentos, para as deixarem puras, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA).

Outrossim, essas regiões que não detém purificação líquida, apresentam um precário sistema de saneamento básico, ou seja, todos os dejetos que têm compostos químicos, não são tratados de forma devida, porém, são lançados em rios ou lagos. Isto é, as partes da hidrosfera brasileira, se encontram contaminadas, o que prejudica a vida dos seres aquáticos - que perdem oxigênio - e humanos, que ao terem contato direto com esse fluido poluído, ficam sensíveis a doenças, como Malária, Hepatite A e Ascaridíase. Conforme, o Instituto Brasileiro Geográfico e Estatística (IBGE), há oitocentos mil casos de enfermidades ligadas pela falta de tratamento e má qualidade de água.

Logo, é notório que o Brasil possui precárias qualidades de líquidos potáveis - não por falta em seu território - mas, pelas carências nas infraestruturas. Por isso, o Governo Federal deve auxiliar as esferas estaduais, para uma melhor fiscalização e desenvolvimento nas Estações de Tratamento de Águas (ETA), ou seja, evitar desperdiço e alcançar as camadas das comunidades. Outrossim, é necessário o auxílio em conjunto do Ministério do Meio Ambiente e da Saúde, para atribuir melhorias no saneamento básico, isto é, a retirada de lixos dos lagos e rios, para o lazer da população, como também a melhoria do seu bem-estar.