A qualidade da água no Brasil

Enviada em 04/02/2020

Apenas teoria

Um dos legados mais importantes deixado pelo filósofo Tales de Mileto foi a necessidade de preservar a água, ao passo que essa é uma substância vital à existência de vida terrestre. No entanto, embora milenar, a premissa do pensador encontra-se contrariada em meios a qualidade irregular da água, nas principais cidades brasileiras. Com efeito, a criação de uma sociedade com um potencial hídrico seguro requer a intervenção de agentes sociais engajados na causa.

Em primeiro plano, é crucial entender os casos de poluição hídrica brasileira como fruto da educação ambiental frágil dos indivíduos que poluem. Nesse sentido, o pensador Rubem Alves entende como ‘‘Escola Gaiola’’ um modelo educacional que não enfatiza valores básicos e filantrópicos, como o apreço à natureza. Em decorrência disso, o quadro de irregularidade hídrica brasileira - evidenciado por uma gama de rios e leitos com esgoto destratado -, demonstra a indiferença da sociedade com as causas de preservação ambiental. Com isso, fica claro que enquanto o modelo ‘’engaiolado’’ de ensino for regra, os brasileiros terão que conviver com tal falha em suas águas.

Além disso, é ilógico que ainda na modernidade a pauta hídrica seja posta como um assunto irrelevante por agentes sociais responsáveis por garantir a sua qualidade e segurança. Nesse viés, uma pesquisa feita pelo ‘‘Jornal Nexo’’ expôs que, desde o ano de 2016, menos da metade das licitações de preservação da água, no Brasil, foi aprovada por membros legislativo. A partir disso, a sociedade brasileira torna-se lesada, visto que essa tende a conviver com a existência de água potável com qualidade duvidosa e, sobretudo, sem tratamento adequado. Dessa forma, é de suma importância mirar o olhar a essa problemática e propor mudanças.

Impende, pois, que os membros sociais responsáveis intervenham na causa e garantam, a  curto e longo prazo, a qualidade da água a toda sociedade brasileira, visto que essa é um bem necessário à existência da vida humana. Com isso, cabe ao Ministério Público aprove leis que preservem o potencial hídrico brasileiro, principalmente aquelas que propõem a aplicação de tecnologias que limpem mananciais, como a de aplicação de carvão ativado, para que a sociedade possa se sentir segura nesse assunto. Ademais, para garantir a excelência hídrica, é fundamental que as escolas aumentem a a carga horária de educação ambiental aos alunos, com intuito de construir cidadãos mais tolerantes e preservadores do seu meio. Por conseguinte, seria visível um país com a qualidade de água adequada e, assim, as ideias de Tales de Mileto não seriam apenas teoria.