A proteção de dados cibernéticos no Brasil.

Enviada em 24/10/2020

O uso da internet possibilitou o avanço das formas de comunicação e permitiu maior acesso à informação. No entanto, com o mundo cada vez mais conectado, os riscos da superexposição e os crimes cibernéticos tornam-se maiores e mais frequentes no Brasil.

Em primeiro plano, evidencia-se que a superexposição dos nativos digitais, ou seja, jovens e crianças tem crescido cada vez mais. Segundo pesquisa feita com 9.000 adultos com filhos entre 7 e 12 anos em 20 países, nove a cada dez crianças têm um dispositivo conectado à internet. Apesar de suas habilidades tecnológicas, eles não possuem capacidade crítica acerca do ambiente virtual, colocando em risco desde a ordem patrimonial, como exposição de documentos, às vezes dados bancários ou até a própria vida.

Entretanto, os riscos não encontram-se apenas entre jovens e crianças, mas também para todos aqueles que utilizam algum serviço digital.  Segundo dados fornecidos pelo Olhar Digital, por ano são registrados em médias 500 mil casos envolvendo crimes virtuais e, 75% desses casos são devido ao descuido das vítimas. Tal fato se correlaciona a comodidade em não tomar medidas antes de fornecer dados a terceiros ou sites, colaborando para extensão da problemática.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo por meio do Ministério da Educação juntamente com veículos midiáticos deverá criar campanhas educativas que visem elucidar a população quanto aos riscos de crimes cibernéticos na rede. Além de investir em mais ferramentas de proteção ligadas a rede por meio do aumento de verbas à segurança tecnológica institucional e aquisições de tecnologia da segurança da informação por um projeto de lei entregue à câmara dos deputados. Proporcionando assim, melhor proteção de dados cibernéticos no Brasil.