A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 23/10/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da proteção de dados cibernéticos no Brasil. Nesse contexto, tornam-se evidentes como causas dessa problemática a decadência da proteção dos dados pessoais, bem como a falta de informação em diversos sites governamentais.
Inicialmente, pode-se destacar a falta de informação e a passividade do Governo como algumas das principais causas do impasse. As pessoas não são corretamente informadas sobre como se proteger de ataques cibernéticos, algumas acham até que se trata de um mito e não acreditam na possibilidade desse fato acontecer. Prova disso, está em uma pesquisa realizada pelo Portal de Notícias G1, a qual mostra que 62% dos usuários da internet já foram invadidos por clicarem em propagandas enganosas. Desse modo, torna-se inadmissível a ideia na qual, em um país possuinte da Constituição Cidadã que prevê a todos o direito à privacidade, esse tipo de situação ocorra.
Além disso, são diversas as consequências para os indivíduos com os dados pessoais roubados, vão desde questões financeiras, como cartões de créditos e contas bancárias, até situações de saúde. Segundo uma matéria do programa Fantástico, os denominados “hackers” conseguem invadir carros e também o aparelho médico “Marca Passo” , o qual é colocado em pacientes com problemas cardíacos. Isso mostra o perigo ligado à invasão de dados, podendo resultar em acidentes de trânsitos e até mesmo em morte.
Portanto, a falta de proteção de dados cibernéticos no Brasil representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Governo Federal, em parceria com a mídia televisiva e virtual, devem financiar propagandas com teor educativo e informativo, as quais mostrem os cuidados que devem ser tomados e as medidas preventivas a serem feitas pelas pessoas em relação a disponibilidade de informações e dados pessoais, a fim de promover um maior conhecimento e alertar a população sobre o tema. As prefeituras deveriam criar uma maior quantidade de delegacias especializadas em crimes cibernéticos, a qual contaria com uma polícia virtual que teria como objetivo identificar possíveis fraudes e invasores em potencial. Espera-se, com isso, maior vigilância e garantir uma maior segurança aos brasileiros.