A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 23/10/2020
Segundo Steve Jobs, co-fundador da Apple, a tecnologia move o mundo. Contudo, os avanços tecnológicos não trouxeram apenas avanços à sociedade, uma vez que muitas pessoas sofrem a manipulação oriunda do acesso aos seus dados no uso da internet. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita princípios importantes da vida social, à liberdade e à privacidade.
O risco cibernético é o quinto mais preocupante no mundo, e o principal risco na América Latina. Os ataques cibernéticos em ativos causam mais interrupções aos negócios do que ataques as propriedades e equipamentos. O Brasil sofreu mais de 1,6 bilhão de tentativas de ataques cibernéticos no primeiro trimestre do ano de 2020.
O cenário para crimes cibernéticos e uso indevido de dados pessoais deve mudar com o advento da Lei Geral de Proteção de Dados que entraria em vigor em agosto de 2020, mas foi adiada e passará a valer apenas no proximo ano (2021). A Lei regula e protege o uso e o processamento de dados pessoais garantindo aos indivíduos detentores destes dados seus direitos fundamentais.
Portanto, o governo federal deve criar medidas para tornar o país seguro e proteger o espaço cibernético. Para atingir essa meta, é necessário a adoção de soluções de criptografia e a adequação de uma legislação específica. Espera-se, com isso, aumentar a resistência do país aos ataques cibernéticos e fortalecer o papel brasileiro na segurança online no cenário internacional. A partir dessas ações, as tecnologias, como disse Steve Jobs, moverão o mundo para frente.