A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 24/10/2020
O protagonista de “O Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a proteção de dados cibernéticos torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja a ineficácia das escolas ou o descuido populacional, o problema exige soluções.
A priori, vale destacar que, apesar de a Constituição Brasileira garantir o acesso a educação, não é o que se observa quando se dá atenção ao desconhecimento da população sobre as violações que as informações podem sofrer no ambiente virtual. Isso acontece porque o MEC não aborda o assunto na grade curricular das instituições. Como os indivíduos não são culturalizados acerca da necessidade da segurança dos itens privados, não raro, veem-a como desnecessária. Assim, tornam-se seres alienados sobre as vulnerabilidades, ameaças e os riscos que os dados estão sujeitos.
Outrossim, vale ressaltar que, a comodidade das pessoas em não tomarem medidas antes de fornecer conhecimentos pessoais para sites, têm influência no cerne da problemática. Isso porque, a sociedade moderna, embora possua um contato elevado com a tecnologia, preocupa-se cada vez menos com os perigos de tal âmbito e tornam-se mais vulneráveis às ações maliciosas. Logo, tais ações afetam os indivíduos no quesito financeiro e social, já que após o uso errado de seus dados, eles podem perder o direito de compra devido à inclusão de seu CPF (cadastro de pessoa física) aos órgãos de proteção ao crédito. Por fim, esse legado de ignorância persistirá, caso não haja intervenção.
Dessa forma, são necessárias medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao MEC- como órgão responsável por promover e administrar a educação brasileira- realizar palestras as quais promovam um diálogo sobre a importância e necessidade da segurança em um ambiente digital. Isso se daria, por meio de projetos que abordem mecanismos e ações para garantir a proteção das informações, a fim de diminuir os impactos negativos e o desconhecimento da população.