A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 26/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a proteção de dados cibernéticos torna o país ainda distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficiência governamental e pela falta de uma legislação específica, o problema permanece afetando o país e precisa de uma reflexão urgente.
Inicialmente, é válido pontuar que a falta da proteção dos dados pessoais deve-se, principalmente, á omissão dos setores governamentais, no que se concerne a gestão eficiente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Segundo Thomas Hobbes o Estado é responsável pelo bem-estar da população porém, isso não ocorre no país, uma vez que, com a divulgação de dados pessoais para empresas de propagandas as pessoas ficam vulneráveis. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, uma análise das ações dos órgãos públicos é necessária. Nesse sentido, observa-se uma falta de leis específicas que protege e priva os dados cibernéticos da população brasileira e isso não ocorre. Um exemplo de invasão de privacidade é percebido quando o site salva os dados pessoas dos indivíduos que recorreram para realizar alguma compra. Por isso, essa situação tem que ser revertida rapidamente.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para realização do impasse. É dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania e discutir por meio de reportagens e documentários os quais retratem de maneira fidedigna a importância da conscientização dos usuários da rede. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.