A proteção de dados cibernéticos no Brasil.
Enviada em 24/10/2020
“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade." Essa afirmação, do físico alemão Albert Einstein, pode servir de exemplo para tratar do tema que envolve a proteção de dados cibernéticos no Brasil. A tecnologia que busca caminhos cada vez mais inovadores e futuristas, também afeta a vida de muitas pessoas. Desse modo, é de suma importância discutir os impactos dessa realidade: o vazamento de dados pessoais e a falta de diálogo por parte dos responsáveis com os filhos.
Em primeiro plano, é preciso atentar para as informações vazadas, problema presente na questão. A Lei dos Crimes Cibernéticos, mais conhecida pelo nome da atriz Carolina Dieckmann, foi aprovada no ano de 2012. A lei prevê que atos como invadir computadores, violar dados de usuários ou “derrubar” sites, são considerados crimes. De maneira semelhante à história da atriz que teve fotos íntimas vazadas, a questão da proteção de dados cibernéticos, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à execução da norma, educação digital e proteção de dados.
Em segundo plano, evidencia-se que a falta de conversa sobre os perigos do mundo digital, é um grande responsável pela complexidade do problema. Os dados retirados de um estudo encomendado pela empresa internacional de cibersegurança Kaspersky, revelou que 62,6% dos entrevistados disseram que dialogam menos de 30 minutos falando sobre segurança na internet, ou seja, o tempo gasto deve ser maior, pois exitem muitos entraves que devem ser tratados com mais detalhamento.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático à proteção de dados cibernéticos no país. Para isso, o Ministério Público deve, por meio de um debate entre Estado, a sociedade e profissionais da área digital, elaborar um plano de segurança e proteção digital, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar livremente da internet. O plano deverá focar, principalmente, em destinar palestras e aulas sobre proteção de dados para estudantes de escolas públicas. Além disso, os pais ou responsáveis de menores de idade devem separar um tempo maior destinado ao aprendizado sobre o mundo tecnológico. Isso para que crianças e adolescentes não passem por experiências traumatizantes.