A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 13/12/2020
Segundo o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo, nesse sentido, compreende-se que, atualmente, meios comunicativos interferem, de forma decisiva, na divulgação dos acontecimentos às pessoas e na formação de suas opiniões. Entretanto, o sensacionalismo e a parcialidade presente nos meios jornalísticos tendenciam a população a pensar e se posicionar de acordo com o ideal do jornal referido. A importância de tal problemática deve-se à polarização ideológica e à criação de intolerância com certos grupos ou cidadãos.
Primeiramente, é imperativo ressaltar a maneira como foi publicado, pelo G1, a morte de João Alberto no supermercado Carrefour. Em tal caso, embora o envolvido tenha agredido os policiais, conforme as imagens divulgadas pelo supermercado, o jornal reforçou no título que ele era negro e os seguranças envolvidos eram brancos, o que induziu a população a pensar que tratava-se de um caso de racismo. Logo, infere-se que, muitas vezes, devido ao sensacionalismo, parte da imprensa fomenta conflitos e discussões na sociedade.
Outrossim, convém pontuar o artigo 5 da Constituição Federal de 1988, o qual assegura que todos os cidadãos tem o direito à informação de forma imparcial. Portanto, torna-se evidente a não aplicação do artigo supracitado, o que corrobora para a desinformação e manipulação das massas pelas camadas mais prestigiadas.
Posto isso, é necessário que providências sejam tomadas a fim de mitigar o sensacionalismo jornalístico e garantir que a constituição seja seguida. Logo, cabe ao Departamento da Imprensa e Propaganda verificar os jornais que corroboram para essa problemática e realizar palestras que conscientizem a população sobre a importância de buscar diferentes fontes para a formação de opiniões. Dessa forma, a socieda estará informada como defende Nelson Mandela.