A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 06/11/2020

A ideia de propaganda surgiu junto com a Primeira Revolução Industrial, quando convencer o cliente a consumir se tornou uma necessidade. Entretanto, com a popularização da internet, a concorrência entre os anunciantes cresceu exponencialmente, e iniciando uma nova tendência: reportagens sensacionalistas. Com o principal intuito de prender a atenção do leitor, esse tipo de jornalismo é amplamente usado, principalmente para fins de manipulação do interlocutor, o que causa uma infeliz onda de desinformação.

Primeiramente, é importante ressaltar que, muitas vezes, o poder de influência da mídia é subestimado. Por exemplo, nas eleições presidenciais brasileiras de 2018, houve inúmeras ondas de notícias falaciosas contra os candidatos, tanto distorcendo informações como também criando mentiras completas. Essas notícias absurdas geram curiosidade no leitor que, caindo na armadilha de quem as criou, fica tentado a lê-la. Isso cria um ciclo vicioso, pois quanto mais acessos a reportagem tem, mais conteúdo semelhante as empresas produzirão, se afastando cada vez mais das verdade de fato.

Ademais, um efeito gravíssimo dessa moda é o aumento da ignorância da população. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa multinacional Kaspersky, 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer notícias falsas, o que prejudica necessariamente o grau de informação do povo. Tal fato é extremamente preocupante, pois as grandes massas populares não têm consciência da manipulação que estão sofrendo para servir aos propósitos de quem produz o conteúdo falacioso, sendo apenas mais uma peça na grande massa de manobra existente no Brasil.

Em suma, o fenômeno da desinformação é uma soma de inúmeros fatores, sendo o mais atuante a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Para contornar esse problema, evitando, assim, a manipulação da população, é necessário que o governo federal crie medidas que retirem do ar notícias exacerbantes, que expressem claramente o intuito de induzir o leitor à certas atitudes. Essa ação acontecerá por meio de leis incorporadas à Constituição federal, prevendo também punições severas aos criadores desses conteúdos. Apenas assim, o povo terá a chance de falar sua verdadeira opinião, sem atender aos interesses de terceiros.