A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 04/11/2020
Monopolio da comunicação
A criação da imprensa por Johan Gutemberg, no século XV, revolucionou a forma de comunicação e leitura em escala global. Todavia, essa circulação de ideias proporcionou um monopólio lucrativo para os portais de notícia ignorando a ética jornalística e moldando as informações para deixa-las mais atrativas para sanar a sede de audiência.
Nesse contexto, notícias tendenciosas tornaram-se marcas da mídia brasileira iludindo grande parte da população. Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que 60% dos entrevistados confiam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação. Assim, o instrumento que deveria servir para alertar os cidadãos se torna uma ferramenta eficaz de manipulação com o único objetivo de gerar capital, o que confere com as palavras do escritor inglês Eric Arthur Blair, em seu pseudônimo George Orwell: a massa mantém a marca mantém a marca a marca mantem a mídia e a mídia controla a massa.
Da mesma forma, é indubitável que tamanha irresponsabilidade tem efeitos devastadores na sociedade. Dentre eles, destaca-se a influência sobre a consciência coletiva de pensar e agir de maneira ignorante, pois enquanto a mídia manipuladora existir as pessoas não poderão ser donas de suas ideias, de tal forma que consonantemente ao jornalista brasileiro, Olavo de Carvalho ”O advento da grande mídia democratizou a ignorância”. Destarte, que a mídia nacional contém agentes infecciosos que corrompem o pensamento crítico na população, levando, por muitas a conclusões equivocadas e atitudes incoerentes por parte dos cidadãos.
Portanto, buscando colocar fim a esse monopólio e erradicar a má utilização do jornalismo no Brasil, se faz necessário mudanças. Logo, é dever do Estado proteger os cidadãos contra a manipulação midiática por intermédio de um portal de denuncia online para aqueles que se sentirem lesados a exemplo do bem-sucedido Procon. Outrossim, o Governo Federal por meio da Secretária da Imprensa da Presidência da República deve analisar minunciosamente as notícias repassadas a população com um comitê de especialistas na área e aplicar multas e retratações em casos errôneos. Dessa maneira a invenção de Johan Gutemberg poderá ser usada, de fato, para aquilo que foi criada.