A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 13/10/2020
O jornalismo tem a função de informar os acontecimentos no país de maneira objetiva, imparcial e informativa. Todavia, a presença do sensacionalismo nesse meios de comunicação corrompem o objetivo principal para capturar a atenção do telespectador. Com isso, uns dos motivos da continua perseverança do sensacionalismo são os impactos das notícias e a cultura da violência.
Em primeiro lugar, as formas de transmissão das notícias mantém o sensacionalismo em alta. Nesse sentido, Pierre Lévy, filósofo da comunicação, argumenta que o virtual, mídia e internet, impulsiona o mundo real, atingindo públicos maiores e potencializando as informações transmitidas. Nesse aspecto, a mídia atrai audiência exibindo constantes informações impactantes para aumentar o número de views que ela apresenta, o que proporciona, na maioria dos casos, uma má entrevista, não checando fatos, não ouvindo todos os lados e não estipulando como isso afetará o meio, além de selecionar títulos que prendam a atenção do telespectador. Exemplo desse tipo de jornalismo espetacular são os canais, maioria aberta, que expõem logos e legendas em caixa alta para capturar pessoas que transitam entre canais. Logo, é preciso combater a potencialização que a mídia oferece as notícias extraordinárias.
Em segundo lugar, a cultura da violência permite a permanência do sensacionalismo na televisão brasileira. Deste modo, Adorno e Horkheimer, filósofos alemães, argumentam que há uma industria da cultura que determina um fluxo a ser seguido e aliena as pessoas, atraindo e capturando suas atenções. Dessa maneira, essa onda de informações espetaculares cria caminhos a serem seguidos, banalizando atos de agressividades na mídia e no mundo virtual, e vincula esses tipos de ações aos costumes brasileiros, alienando e gerando medo nos espectadores que acompanham e visualizam constantemente esses canais de informação, além de torna parte da cultura esse ódio. Exemplo dessa cultura de violência é a banalização dos atos de fúria que ocorrem no Brasil, o que torna comum estupro, roubo e outros. Assim, é preciso combater esse costume para retirar o sensacionalismo.
Portanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com a mídia, deve realizar ações, como a profissionalização dos jornais e noticiários, por meio de roteiros e profissionais que transitem a informação de maneira objetiva e direta, da mesma forma que ocorrem em artigos científicos, para que haja a transmissão da informação completa, sem o sensacionalismo e sem conclusões precipitadas. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, deve realizar ações, como lesionar e desenvolvimento do senso crítico das crianças, por meio de aulas que estimulem o pensamento, da mesma forma que a prática leva ao aprendizado, para que dessa forma os jovens se afastem dessa cultura forçada pela sociedade e desbanalizem a violência presente no Brasil.