A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 03/10/2020

Em regimes totalitários, como no Nazismo da Alemanha, a mídia era de extrema importância pois servia como instrumento de controle social. Semelhante a isso, o jornalismo passou por diversas transformações ao decorrer dos anos, contudo muitas características surgidas são nefastas à população, a exemplo disso, o sensacionalismo. Assim, vê-se que esse impasse está vinculado não só à busca incessante por audiência, mas também ao imediatismo da população.

A princípio, é notório que, ao tentar chamar a atenção do público, o jornalismo utiliza de meios imorais e danosos. Hodiernamente, noticiários policiais, os quais utilizam de banalizações da violência, piadas e até mesmo falas pejorativas ao decorrer da programação, estão ganhando visibilidade. Nesse sentido, percebe-se que esse modelo é frequentemente usado propositalmente, com intuito de alcançar o telespectador de modo fácil. Dessa forma, a população se torna vítima de notícias totalmente distorcidas, ao invés de informativas e agregadoras.

Outrossim, o cotidiano da população intensifica o problema. Consoante a teoria da Indústria Cultural, de Adorno e Horkheimer, constantemente a mídia dissemina informações filtradas, ocultando a veracidade que deveria ser passada ao público. Logo, junta-se a dificuldade de se encontrar jornais confiáveis, com o imediatismo do povo, que é causado pela necessidade de receber notícias de modo rápido e prático, devido ao dia a dia de trabalho e cansaço. Por conseguinte, muitos que não possuem tempo para uma procura mais aprofundada de dados, ficam submetidos ao constante sensacionalismo midiático.

Portanto, urge que medidas devem ser tomadas para minimizar o número de vítimas de telejornais sensacionalistas. Desse modo, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação junto as escolas, por intermédio de aulas e debates, crie pensamentos mais críticos quanto aos conteúdos consumidos diariamente. Para isso, é indispensável a contratação de professores de sociologia, com o objetivo de promover discussões e assim alcançar um maior número de cidadãos conscientes dos prejuízos causados pela influência jornalística, a qual busca a passividade do público.