A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 02/10/2020

Dados do Instituto Reuters mostram que dentre aproximadamente 70 mil brasileiros entrevistados, 60% acreditam em noticiários divulgados por empresas de comunicação. Diante disso, é evidente que as notícias influenciam grande parte social, entretanto o sensacionalismo no jornalismo faz com que a população receba a informação de forma deturpada. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos que emerge devido à influência prejudicial da mídia e aos interesses políticos.

Primeiramente, é preciso salientar que a atuação dos telejornais de maneira manipuladora é uma causa latente do problema. Segundo Zygmunt Bauman, as redes sociais são muito úteis, mas também são uma armadilha. Nessa perspectiva, algumas companhias jornalísticas atuam de maneira distante da imparcialidade, o que contribui para a divulgação de conteúdos alterados que podem manipular a população. Tal quadro ocorre devido a necessidade dos telejornais em atrair o público, no qual se submetem ao sensacionalismo.

Além disso, outra causa para a configuração do problema são as questões políticas. Conforme o filósofo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, empresas de comunicação usufruem das redes para omitir e ocultar questões ligadas aos interesses políticos, esse fator implica na veracidade das informações e pode afetar a opinião da sociedade.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, alinhado ao Ministério da Segurança Pública, necessita ampliar os mecanismos de fiscalização das informações divulgadas na mídia. Tais fiscalizações devem partir através da imposição de uma advertência para companhias de comunicações que agirem de forma inadequada, praticando o sensacionalismo. Dessa forma, irá diminuir a ideia de partidarismo e prevalecerá a imparcialidade dentro do jornalismo. Essa ação, vai garantir a ausência de manipulação de noticiários, ou seja, a influência negativa da mídia.