A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 11/11/2020
Analogamente aos pensamentos do escritor inglês Aldous Huxley, o qual afirma que os fatos não deixam de existir só porque são ignorados, é necessário reconhecer que o sensacionalismo no jornalismo brasileiro é um fato grave. Dessa forma, torna-se imprescindível a análise dessa problemática, visto que, impulsionada pelos interesses dos programas telejornalísticos, ameaça a cidadania dos brasileiros.
Em primeiro lugar, é fato que muitos programas jornalísticos valorizam a audiência em detrimento da qualidade das notícias reportadas. No filme “O Abutre”, por exemplo, a diretora de um telejornal, temendo ser demitida devido à baixa audiência, demanda que os jornalistas espetacularizem as notícias e exarcebem a sua real gravidade. Similarmente à ficção, muitos jornais brasileiros modificam as suas notícias a fim de torná-las mais atraentes para o público e, consequentemente, aumentar os índices de audiência. Dessa forma, torna-se imperativa a mudança desse quadro.
Entre as consequências dessa cenário, está o desrespeito aos direitos civis, políticos e sociais dos brasileiros. Isso é evidenciado na reportagem “Chororô na delegacia, do jornal Brasil Urgente, de 2012, na qual uma jornalista, a fim de atrair a atenção do público, constrange e ridiculariza um suspeito de estupro, por meio de piadas e acusações infundadas, o que desrespeita o artigo 11 da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que todos são inocentes até que se prove o contrário. Assim, torna-se imperativa a mudança dessa grave conjuntura.
Portanto, medidas são necessárias para combater o sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Nesse sentido, cabe à sociedade civil organizada elaborar um projeto de lei que traga punições, como multas, a emissoras de televisão que permitam a presença do sensacionalismo em seus programas jornalísticos, a fim de combater essa problemática. Esse projeto será elaborado em conjunto com advogados e outros especialistas na área. Além disso, o Poder Legislativo deverá ser pressionado a aprovar esse projeto por meio de abaixo-assinados.