A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 28/09/2020
Na segunda metade do século XX, houve um enorme desenvolvimento de tecnologias e nos meio de comunicação, o que garantiu uma maior interação entre os indivíduos e, consequentemente, uma maior troca de informações. Entretanto, esses meios facilitaram, também, o sensacionalismo na empresas de jornalismo em razão de proporcionarem um gama de informações sobre o público-alvo e dos seus interesses. Nesse contexto, o aumento de notícias falsas, da espetacularização da violência e do jornalismo sem imparcialidade se tornaram característicos para uma maior sensação do espectador. Assim, pode-se relacionar a essa problemática: a busca intensa pelo lucro na atual sociedade capitalista e a naturalização desse “tipo de jornalismo”.
Em primeira análise, é importante ressaltar que, com o advento do capitalismo, o lucro se tornou o objetivo principal das empresas, deixando de lado a cultura, como algo inovador, para transformá-la em um mero instrumento desse objetivo. Dessa forma, de acordo com os pensadores da Escola de Frankfurt, a indústria cultural produz conteúdos a partir do gosto do público para torná-lo conformado com tal conteúdo e, logo, facilmente atingível. Assim, o jornalismo brasileiro perdeu o seu caráter de informar para entreter um vez que busca agir de acordo com as demandas dos espectadores em detrimento da notícia.
Em segunda análise, é imprescindível destacar que, em função da popularização do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, essa prática se tornou comum no Brasil, tornando-se parte do lazer da maioria dos brasileiros. Destarte, há um naturalização desse “tipo de jornalismo”, com, cada vez mais, espalhamento de fake news, ridicularização de figuras públicas, divulgação de fofocas de famosos e apresentação de violência nos jornais, blogs e programas de TV, o que concorda com a visão da filósofa Hannah Arendt de que a banalização do mal naturalizou-a. Portanto, faz-se necessário o apoio às poucas empresas de jornalismo brasileiro que, verdadeiramente, fazem um jornalismo sério e imparcial para reverte tal situação.
Diante do exposto, para acabar com o sensacionalismo no jornalismo brasileiro é mister que o Ministério da Educação coloque, na grade curricular, aulas voltadas para o aprimoramento do senso crítico dos estudantes, por meio de professores especializados e exercícios que demonstrem a matéria de forma mais realista - demonstrando, por exemplo, jornais utilizando essas práticas -, a fim de que esses consigam identificar o sensacionalismo no jornais, blogs e outros veículos e, se for de seu agrado, evitá-los e apoiar o “verdadeiro jornalismo”, assim, será possível criar mais autonomia nos indivíduos e exaurir o conformismo da indústria cultural.