A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 17/09/2020

Durante o governo de Getúlio Vargas, em 1930, foi intensificado o uso de rádio para a comunicação com a população. Com o passar das décadas, a Revolução Tecno-científica permitiu que as informações fossem propagadas de forma mais rápida. Entretanto, as mídias passaram a exibir conteúdo sensacionalista, desse modo, cabe analisar quais os interesses econômicos e quais danos o exagero acerca do jornalismo causam à sociedade brasileira.

Primordialmente, é indubitável que a concorrência por audiência, a fim de obter poder e mais lucro, leva emissoras a divulgarem notícias manipuladas, de modo que gera pânico. Como no início de 2020, com a possível terceira guerra mundial, onde, de maneira exagerada, a mídia afirmou que o Irã se vingaria pelos ataques dos EUA, o que causou amedrontamento geral na população, visto que, de acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Reuters, na Inglaterra, 60% dos brasileiros confiam nas empresas de comunicação.

Outrossim, a urgência de divulgação pode gerar grandes prejuízos. Segundo a socióloga Hannah Arendt, a propagação incessante de casos de violência provoca a banalização do sofrimento. Além disso, as pessoas recebem informações de diversas fontes, e aceitam o que é dito como verdade irrefutável. Corroborando, assim, para a alienação e polarização ideológica do país.

Em suma, diante do exposto, medidas governamentais e populares precisam sanar as adversidades apontadas. Para isto, o Ministério da Educação junto às plataformas digitais, por meio de anúncios audiovisuais e “sites” confiáveis do governo, deve ensinar aos cidadãos como identificar as notícias sensacionalistas e questionarem a veracidade dos fatos apresentados, para que, assim, tenham controle sobre o que está sendo adquirido como informação.