A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 25/08/2020
No limiar da segunda metade do século XX, com o início da Revolução Técnico-científico-informacional, inauguraram-se inúmeros avanços no setor de informática e telecomunicações. Embora esse movimento de modernização tecnológica é fundamental para democratizar o acesso a notícias e reportagens, tal processo é acompanhado pelo sensacionalismo midiático. Assim, associado ao interesse financeiro das empresas jornalísticas, a alienação e a confiança do público alvo.
Primeiramente, vale ressaltar que após a corrida armamentista travada entre Estados Unidos e União Soviética, discorre o predominante modelo capitalista aderido em muitos países, incluindo o jornalismo brasileiro atual, que visa o lucro máximo em detrimento da população, com o propósito do capital acumulativo agregando reportagens sensacionalistas. Conjuntamente a problemática, a indústria jornalística possui a responsabilidade em democratizar e propagar as informações de modo seguro, uma vez que grande parte da sociedade brasileira molda suas opiniões em jornais e confiam nas informações obtidas. Destarte, segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, 60% dos entrevistados no Brasil confiam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação, retratando a disparidade entre critério ético e a realidade brasileira, que corrobora para a manipulação dos indivíduos com notícias equivocadas e parciais.
Por conseguinte, vale destacar que o sensacionalismo midiático interfere diretamente na sociedade brasileira. Decerto, o aumento de periódicos abordando assuntos violentos e trágicos traz insegurança ao indivíduo, que por certo naturaliza a violência, visto que segundo o G1, a pauta mais abordada pelos jornais brasileiros são reportagens “polêmicas” e nocentes. Desse modo, o consumo de notícias sensacionalistas prejudica o inconsciente da população brasileira. Outrossim, está relacionado a manipulação dos espectadores que formam suas opiniões baseando-se nas reportagens parciais, que abrangem a priori, apenas uma parte das informações disponibilizadas. Dessa maneira, 40% das pessoas não imagens manipuladoras, segundo o G1. Logo, retrata a baixa presença do senso crítico, tornando a população alienada.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Para tanto, o governo deve criar programas de fiscalização dos conteúdos que serão exibidos pelas empresas de comunicação, com a participação de profissionais na área, por meio da aplicação de multas para empresas que transmitirem mensagens de forma sensacionalista, de modo a não manipular as pessoas, e assim, erradicar esses casos.