A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 20/08/2020
Quando Johann Gutenberg inventou a imprensa no século XV, tinha a intenção de circular notícias e ideias, e foi dessa forma que revolucionou a história da humanidade. Hodiernamente, entretanto, o jornalismo tem apresentado cunho sensacionalista, trazendo assuntos de repercussão nacional de manira tendenciosa e de caráter apelativo, o que tem causado óbice social devido a desinformação.
É relevante salientar, a priori, a Constituição Federal Brasileira de 1988, a qual assegura a liberdade de jornalística com o viés informativo. Contudo, na prática, fazem uso dessa autonomia para espalhar matérias inescrupulosas, ou, até mesmo, notícias falsas com o objetivo de causar polêmica, e então alcançar maior visibilidade na mídia. E por consequência, isso vem se tornando um alimento para a desinformação em massa, formando uma sociedade altamente enganada e alienada.
Convém ressaltar, ademais, a analogia do sociólogo francês Pierre Bourdieu, de que a mídia possui mecanismos para influenciar a opinião do público, e nesse sentido, exerce poder sobre esses indivíduos. Nesse cenário, o jornalismo sensacionalista brasileiro, tem capacidade de formar pensamentos e incitar a revolta e a comoção na sociedade, mostrando cenas de violência de forma improvidente, para assim, manipula-lá. Com isso, visam lucrar em cima do público, e dessa maneira, continuar com um o jeito ávido de fazer jornalismo.
Em síntese, analisa-se o jornalismo de cunho apelativo como uma problemática social. Dessa forma, é de suma importância que o Poder Legislativo - órgão responsável por gerar as leis do país -, atue por meio da criação de uma lei que fiscalize as mídias jornalísticas, com taxação de multas, caso haja presença de sensacionalismo. Assim, haverá um país mais perspicaz e crítico para fazer jus ao sonho de Gutenberg.