A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 05/08/2020
Com o advento da Revolução Industrial e suas consequentes melhorias na área tecnológica, a informação passou a ser propagada de forma mais rápida. Entretanto, a busca por visibilidade fez com que os meios de informação tornassem canais desconfiáveis, uma vez que, visando manipular as massas, o sensacionalismo faz-se presente. Ademais, a frequente aparição deste fez com que tal meio fosse considerado banal.
Em primeiro lugar, nota-se que o pensamento de Theodor Adorno e Max Horkheimer, filósofos da Escola de Frankfurt, se adequam ao presente. Como dito por eles, a “Indústria Cultural” usa de todos os meios de comunicação (televisão, rádios, jornais, etc) para conseguir manipular as massas. Dessa forma, o sensacionalismo nos jornais brasileiros é um meio de manipular a população, afinal, ao colocar títulos extravagantes e mensagens subliminares, a grande mídia consegue a atenção do leitor ou ouvinte para o ponto de vista do qual acredita ser o certo.
Por conseguinte, tal meio tornou-se banal, pois a população ou não percebe ou ignora seu uso. Dessa forma, segundo Hannah Arendt, quando algo é visto como rotineiro e normal, entra na questão da banalidade, ou seja, aquilo que é visto como errado torna-se comum. Sendo assim, o consequente resultado é as pessoas acreditarem mais nas notícias, que, segundo a pesquisa feita Instituto Ipsus, 7 em cada 10 brasileiros acreditam em tudo que a mídia diz. Logo, os meios de informação conseguem seu objetivo com mais facilidade.
Portanto, é evidente os problemas gerados pelo sensacionalismo nos jornais brasileiros. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações garantir a transparência e profissionalismo da mídia, por meio de intervenções frequentes as quais visem a retirada de qualquer material sensacionalista de circulação. Cabe ainda mencionar o Ministério da Educação, que por meio de políticas públicas, reeduque a população quanto ao sensacionalismo fazendo com que adquiram senso crítico para distinguir o que é certo ou não.