A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 31/07/2020

O jornalismo é fundamental para coletar dados e disponibilizá-los para a população. No entanto, desvios de conduta ética ocorrem nesse setor frequentemente. Dentre esses, cabe analisar a insuficiência normativa e, consequentemente, a influência negativa como fatores que caracterizam a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro como um problema.

Em primeira análise, convém ressaltar que o descumprimento das normas que regem o jornalismo é um empecilho para a solução do quadro. Conforme o Art. 14, inc. III do Código de ética, o jornalista deve tratar com respeito todas as pessoas citadas em sua divulgação. Contudo, publicações desrespeitosas e sem imparcialidade ocorrem todos os dias. Tal fato se mostra evidente no caso da jornalista Mirella Cunha, com a publicação de uma matéria tendenciosa e sem profissionalismo, divulgada no programa Brasil Urgente em 2012.

Em segunda análise, pode-se dizer que a parcialidade da mídia influencia a população. Segundo Daniel Kahneman, autor do livro “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, o feito priming é um fenômeno no qual o comportamento e as escolhas de um indivíduo sofrem alterações em conformidade com a abordagem e a primeira informação obtida. Nessa lógica, a população pode ser, facilmente, influenciada pela presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Verifica-se, portanto, a necessidade de efetuar mudanças nesse setor. Assim sendo, o governo deve informar à população sobre o risco de confiar completamente no que é publicado por veículos de comunicação, por meio da divulgação de comerciais televisivos, nos quais o risco de manipulação e influência estejam incluídos, a fim de garantir a conscientização da população acerca da temática em pauta. Ademais, cabe ao governo assegurar que as normas de conduta ética sejam cumpridas pelos jornalistas. Desse modo, será possível amenizar os problemas oriundos do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.