A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 18/10/2020
Debate-se, com frequência, acerca do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, uma vez que essa espetacularização das notícias têm impactado negativamente a sociedade por meio da banalização da violência e prejudicado a essência da atividade jornalística. Isso ocorre devido a transformação do das notícias em produto, visando obter a audiência e o lucro. Além disso, a exploração da imagem das vítimas que vai de encontro com a ética dessa profissão contribui ara esses problemas. Por isso, o poder público deve agir, para mitigar essa situação.
Em primeiro lugar, o avanço do modo de produção capitalista interferiu em todos os setores da sociedade, inclusive no setor jornalístico. Haja vista que, a prática sensacionalista é uma maneira de se fazer a notícia, ditada por interesses mercadológicos, visando apenas o lucro e tornando essa atividade em parte da indústria cultural. Segundo os pensadores da Escola de Frankfurt Adorno e Horkheimer, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio, onde o homem não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo.
Somado a isso, a exploração da imagem das vítimas é outro fator que contribui para essa problemática. Uma vez que, as pessoas são humilhadas publicamente e têm suas tragédias transformadas em mercadoria pelos noticiários. Isso é retratado no filme “O abutre”, de 2014, o qual demonstra não só a banalização da violência, como também a falta de ética no trabalho jornalístico para conseguir as melhores notícias e transformá-las em acontecimentos alarmantes. Devido a isso, essa profissão perde a sua essência de informar a população de maneira objetiva, imparcial e buscando sempre mostrar a verdade.
Assim sendo, é imprescindível que o poder publico atue por meio do Ministério de comunicações (MC) e do Concelho Federal dos Jornalistas (CFJ), para reduzir essa problemática. Para isso, o MC deve enviar um projeto de lei para o poder legislativo, que limite a espetacularização da notícia e faça com que os profissionais foquem em informar a população de maneira imparcial e objetiva, com a finalidade de reduzir o sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Além disso, o CFJ deve realizar a fiscalização dos profissionais e das suas reportagens e aplicar medidas punitivas aos jornalistas que agem de maneira antiética, com o objetivo de reduzir essas atitudes nos noticiários do país.