A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 12/09/2019
O jornalismo brasileiro teve seu início com a chegada da família real portuguesa, no período pré-independência. Assim, com crescimento da imprensa e da competitividade ao longo dos anos, iniciou-se uma busca incessante pela audiência. Diante disso, os meios de comunicação começaram a adotar o sensacionalismo como forma de chamar a atenção dos espectadores, comprometendo a integridade do conteúdo exposto. Logo, a banalização da dignidade humana pelos jornalistas e a alienação do público são problemas a serem superados.
Aplicação do Código de Ética jornalístico encontra seu maior desafio no alto índice de transgressão. Isso ocorre devido a busca constante por audiência em detrimento aos valores humanos, sem levar em consideração, como já foi citado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, que nesse mundo globalizado, tudo o que é feito positivamente ou negativamente, afeta todas as vidas. Além disso, a impunidade e a falha fiscalização sobre a imprensa brasileira permite que esses meios continuem a descumprir com as normas. Dessa forma, a quantidade de fatos expostos como ‘’espetáculo’’ é grande, assim como o número de espectadores.
Ademais, a alienação do público dificulta a percepção do sensacionalismo. Isso é consequência do déficit educacional da população, a qual está sujeita a manipulação em massa, devido a confiança que os cidadãos têm nas notícias que consomem. Além disso, a violação de privacidade dos envolvidos nos noticiários se torna “normal” para a sociedade. Assim, o público por aceitar essa banalidade, acaba por incentivar cada vez mais as empresas midiáticas a continuarem a fazer esse tipo de exposição.
Portanto, o sensacionalismo utilizado no jornalismo desrespeita e banaliza os valores éticos. Por isso, faz necessário ações para amenizar esse cenário. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo a criação de leis mais rígidas, para que coíbam as empresas midiáticas que não seguem o código de ética jornalístico, visando assim, a diminuição dos falseamentos nos noticiários e a conservação dos valores humanos. Dessa forma, será possível reduzir o número de informações sensacionalistas e, consequentemente, a diminuição do alienamento do público.