A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 28/08/2019

Em meados de 2008, o assunto do momento em várias partes do Brasil era sobre o caso de Eloá Cristina, uma jovem de 22 anos que foi mantida refém em seu apartamento durante quatro dias pelo seu ex-companheiro enquanto recebia diversas ameças de morte. Infelizmente, essa história acabou tendo um fim trágico, com a morte de Eloá. Porém, é possível fazer algumas reflexões acerca do caso, uma delas sobre o sensacionalismo da mídia que tratou um assunto seríssimo como se fosse um filme de ação, um “crime de amor” ou um espetáculo, sendo televisionado em tempo real só para manter a audiência alta e aumentar os lucros com isso.

Frequentemente, a sociedade se vê imersa aos avanços tecnológicos dos últimos tempos, consequentemente, a rapidez com que a informação chega ao receptor também aumentou. Com isso, a competição entre as plataformas de notícias, seja via televisiva ou online, cresceu de mesma forma e técnicas tiveram que ser implantadas para uma se sobrepor a outra, entre elas, está o sensacionalismo, onde o que interessa de fato é dar ao usuário o que ele quer ver, chamando sua atenção para títulos de matérias bastante exageradas com o intuito de chocar o ouvinte e dando informação que muitas vezes não condizem com a realidade, fugindo dos princípios de um bom jornalismo.

Conforme dados coletados pelo instituto Reuters, 60% dos brasileiros confiam fielmente nos meios de comunicação para se informar. Estatísticas essas, mostram que, a sociedade está se tornando cada vez mais preguiçosa e se tornando refém de notícias rasas que tem o propósito de entreter ao invés de ser algo útil.

À medida que, o sensacionalismo na população brasileira cresce de forma exponencial,  é preciso que as pessoas façam uma reflexão sobre como a sociedade que está em constante processo evolutivo, agora busca maneiras mais superficiais de buscar conhecimento. E tendo esse pensamento já  formulado,  procurar maneiras para se parar os avanços que é a informação esdrúxula e superficial.

Portanto, é preciso que os ministérios da ciência e tecnologia, comunicação e desenvolvimento social, crie plataformas informativas que mantenham os fundamentos de ser imparcial, objetiva e verdadeira, assim como atualizar as plataformas já existentes.  Além disso, é necessário que o MEC crie programas educacionais que  incentive os jovens desde cedo a buscarem pela informação concretas sobre o que acontece em seu cenário habitacional e no mundo, e se tornarem mais críticos quanto o sensacionalismo barato que está se tornando o jornalismo no Brasil. Dessa forma, a frase do antagonista do filme homem aranha: longe de casa: “As pessoas precisam acreditar em algo e, hoje em dia, acreditam em qualquer coisa”, não terá cabimento em nossa sociedade.