A precarização do trabalho informal
Enviada em 11/11/2022
De acordo com o sociólogo, Zygmunt Bauman, “uma sociedade que se esquece da arte de questionar, não consegue encontrar soluções para os problemas que a afligem”.Nesse sentido, é explicitado a desconsiderção desses pensamentos pelos brasileiros, haja vista a pífia quantidade de debates á respeito da precarização do trabalho informal e seus sustentáculos que são: O Estado e a sociedade.
Nesse viés, o Estado torna-se um agente propulsor da problemática. Segundo o filósofo, John Locke, o Governo surge com a premissa de garantir o bem estar social. Entretanto, com a ínfima fiscalização no que tange os direitos trabalhistas, faz que haja um menor aparecimento de registros de pessoas no sistema trabalhistas, passando a recorrer a informalidade e como consequência tendo que trabalhar de forma que sobrecarrega o empregado, como cargas horárias excessivas e pouca remuneração. Assim, torna-se imprescindível a resolução das fiscalizações para que Locke tenha sua teoria concretizada.
Outrossim, a mentalidade social mantém a perpetuação desse cenário. De acordo com a teroria da filósofa, Hannah Arendt, a banalização de um ato ocorre quando o mesmo se torna repetitivo no cotidiano. Sob esse prisma, é evidente que o sistema capitalista faz que atos de pouca valorização ao indivíduo social seja algo frequente e portanto padronizado, visto que o lucro de capital está centrado acima de qualquer circunstância, algo que pode ser visto em empresas como Ifood ou Uber, onde há uma baixa remuneração por corrida aos empregados os quais, consequentemente, acabam por trabalhar exaustivamente. Logo, a mentalidade social precisa mudar para que a teoria negativa da filósofa não seja afirmada.
Portanto, as problemáticas supracitadas precisam ser resolvidas para que a precarização do trabalho informal seja minimizada. Dessa forma, é necessário que o Estado (instituição provedora do bem estar social),por meio de fiscalizações nas empresas, procurem locais onde haja ocupaões informais, de modo que efetive as leis trabalhistas e diminúa a porcentagem dessa prática. Ademais, o Governo, junto da mídia (principal veículo de informações), por meio de palestras, mostrem os malefícios da hipervalorização do lucro, de modo que a vida dos empregados seja valorizada também e assim recebam salários dignos do seu esforço