A precarização do trabalho informal
Enviada em 15/11/2022
Linearmente, de acordo com o pensamento do filósofo Claude Levi Strauss, só é possível interpretar as ações coletivas por meio do entendimento de eventos histó-cos.Nesse sentido, seguindo a perspectiva do estudioso, a precarização do trabalho informal, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes íntrinse-cas ao Brasil Colonial, o que dificulta ainda mais a sua resolução. Desse modo, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse cenário que tem como consequência o desemprego e a ineficiência estatal.
No que tange a questão dos direitos do trabalhador, a falta de oportunidades de desenvolvimento profissional na sociedade atual, causam um imbróglio na relação entre o empregador e o empregado. Análogo a isso, segundo a teoria do estigma social, Erwing Goffman, defende que os sujeitos normativos subjulgam os diferen-tes e coloca-os como coadjuvantes no cenário social. Assim, seguindo a lógica do estudioso, a sociedade ao não oferecer uma flexibilidade de contrato e mais oportunidades, cria fortes impactos no mercado de trabalho.
Sob esse viés, Bauman, sociólogo polônes, aborda o conceito chamado “Estado Minguante”, ou seja, um Estado que promove aos grandes empresários privilégios enquanto a sociedade torna-se vulnerável. Logo, na ótica desse estudioso, o Poder Público, ao priorizar o setor privado, negligência a precarização do trabalho ao va-lorizar os lucros e desprezar aqueles que buscam uma estabilidade financeira. Des-se modo, é dever do governo estabelecer políticas de inclusão e leis trabalhistas que alternem o cenário de informalidade no trabalho imposto pela sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que medidas estratégicas sejam aplicadas para superar a precarização do trabalho informal que tem como principais propulsores o desemprego e a inoperância estatal. Sendo assim, cabe ao Governo Federal desenvolver projetos que informem a sociedade sobre a importância de agir para garantir a igualdade por meio da utilização de verbas governamentais, a fim de controlar e reduzir a informalidade no trabalho. Assim, o Brasil poderá superar o obstáculo histórico mencionado por Bauman.