A precarização do trabalho informal

Enviada em 23/11/2022

A história nos diz que, nos tempos antigos, os humanos às vezes precisavam se adaptar para sobreviver, e isso também era verdade entre a diáspora grega. Trazendo essa realidade para o presente, o trabalho informal é como muitos brasileiros têm buscado se adaptar à crise econômica. Devido à falta de formação acadêmica, há maior competição pelo mesmo cargo formal, resultando em alta demanda e baixa oferta.

Em primeira análise, não é incomum no Brasil encontrar quem não teve oportunidade de concluir nem mesmo o ensino básico. Prova disso é que, de acordo com o IBGE (2016), por volta de 66,3 milhões de pessoas com 25 anos ou mais, concluíram apenas o ensino fundamental. Logo, com pouquíssimo estudo, é de fato difícil conseguir empregos formais.

Em uma análise mais aprofundada, sabe-se que as opções de trabalhos formais estão mais escassas. Afinal, o Ministério do Trabalho divulgou que em 2017, em torno de 20,8 mil cargos foram fechados. Portanto, com o mercado de trabalho em regressão, é ilusório acreditar que as pessoas não buscarão outros meios de sustento.

Diante dos fatos acima, medidas urgentes devem ser tomadas para reverter a situação. É necessário que o Ministério da Educação ofereça cursos de especialização nas áreas que hoje mais crescem na economia brasileira. Além disso, o Ministério do Trabalho deve reformular as leis trabalhistas de forma a abranger a informalidade. Com base nessas ações, o desemprego deixará de assolar o país.