A precarização do trabalho informal
Enviada em 11/11/2022
A globalização revolucionou o mundo em diversos campos , principalmente no trabalho, utilizando da tecnologia em muitos processos. De forma análoga, o Brasil apresenta dentro desse contexto um aumento de trabalhos informais frutos de aplicativos. Nesse sentido, convém analisar como a disputa por vagas de trabalho fomentam a precarização dos ‘‘bicos" e de que forma a alta taxa de desemprego e a ilusão de ser o próprio patrão fomentam essa adversidade.
Em primeiro plano, cabe pautar o desemprego como principal causa do acréscimo da procura por trabalhos informais. Sob esse viés, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 55,6% dos brasileiros não possuem nenhum vínculo empregático. Nessa perspectiva, é possível visualizar que por conta da falta de um emprego formal, os idivíduos se submetem a trabalhar com menos garantias pela necessidade de pagar às contas. Desse modo, quanto maior a ineficência governamental, pior ficará a situação dos proletariados.
Outrossim, é imperativo destacar que a falsa ideia que os trabalhadores informais são seus próprios chefes como mais um fator corroborativo para a perpetuação do problema. Acerca dessa premissa, o taylorismo ,modelo produtivo defendido por Frederick Taylor,tinha como premissa o trabalho por demanda. Analogamente ao proposto pelo engenheiro, é notório que assim como a produção taylorista, os trabalhadores dependem dos aplicativos para trabalharem. Assim, fica claro que existe um vínculo empregático mesmo que a empresa não assuma.
Diante desse cenário, faz-se urgente a implantação de medidas públicas para alterar esse panorama. Em razão disso, urge que o Ministério do Trabalho exija que as empresas ofereçam os benefícios básicos aos funcionários,como seguro saúde e descanso remunerado, com efeito de amenizar a precarização do trabalho informal. Tal ação ocorrerá por meio do reconhecimento do vínculo empregático por parte das empresas, assim, caminhando para um país melhor.