A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 14/05/2018
Educação cidadã
Para Jhon Locke, filósofo empirista do século XVII, é dever do Estado garantir aos cidadãos seus direitos naturais, como o direito à vida. Essa realidade, no Brasil, não é vista. Isso se dá pelos inúmeros casos de violência ao longo do país, muitos nos quais seus agressores alegam praticar “justiça”. Nessa âmbito, dois aspectos fazem-se relevantes à prática da justiça com as próprias mãos: o papel do Governo no combate ao crime e o efeito da educação na vida do cidadão.
O motivo que leva os agressores a praticar tal ato, em grande parte, deve-se aos altos índices de criminalidade no país. O Estado como provedor da segurança pública, transpõe à sociedade, diante de tanta violência, a sensação de abandono, o que leva a população a “retirar” do governo o poder de aplicar justiça, ato que os próprios populares julgam executar. Além disso, a realidade vivida por moradores de comunidades carente promove não só a cultura da violência como ato justiceiro, mas também proporciona a entrada de jovens e adolescentes ao crime.
Outro fator determinante no combate à violência nas ruas é a educação na formação cidadã do indivíduo. Segundo Paulo Freire, sociólogo considerado um dos maiores educadores do Brasil, se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela, tampouco, a sociedade mudará. O autor enfatiza o papel importante da educação na realidade do cidadão, em virtude da mudança que a escola e seus funcionários pode proporcionar ao estudante, fator que influência seu papel na sociedade.
Portanto, é necessário que o Estado retome seu papel de provedor do direito à vida. O Ministério da Educação deve, através de palestras e eventos, buscar educar os indivíduos a fim de que o faça entender que a sociedade habita como um todo, mostrando-o que a violência como ato justiceiro não é o melhor caminho, pois a reabilitação ao transgressor é possível.