A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 05/02/2018

A violência é, sobretudo, um ato criminoso, que põe em risco a vida, e que gera revolta social, discurso de ódio e descontentamento da população a cerca das leis impostas aos crimes, que muitas vezes não são aplicadas.

No Brasil, a ineficácia na punição em casos de violência, gera revolta na população, fazendo com que pratiquem atos severos, como forma de revindicação por ações imediatas da justiça em casos de homicídio, estupro, assalto, maus tratos contra idosos e crianças, e outros crimes que venham a lesionar a vida de um indivíduo.

Porém, há controversas à respeito dessa prática, pois, ao invés de sucumbir o problema, propaga ainda mais a violência. Destarte, é necessário que haja uma maior problematização dessa trágica situação, que vem sendo responsável por uma nova idealização do conceito de justiça no país.

Segundo o sociólogo Karl Marx, o homem é o produto do meio em que vive. Partindo desse conceito é relevante a possível ideia de que o indivíduo inserido em um contexto de violência, tende a praticá-la. Haja vista que, poderá se tornar um padrão de revindicação social, a execução de crimes aos contraventores.

Portanto, é de suma importância alertar a população sobre a diferença entre legítima defesa e justiça com próprias mãos, para que não se confunda o ato de se impor diante de uma ação violenta, ao ato punição informal sobre um criminoso que deve ter sua sentença definida por lei.

É necessário que haja a propagação de informações nos meios de comunicação para que a sociedade esteja alerta sobre a aplicação das leis do Código Penal que devem ser coerentes ao ato praticado, para que se obtenha êxito na legalidade perante a lei, e que assim seja construída uma sociedade justa e consciente.