A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 04/02/2018
Batman, personagem fictício da revista Detective Comics, ficou popularmente conhecido por ser um super-herói que faz justiça com as próprias mãos. Já fora da ficção, casos como esse, no Brasil, não são excepcionais. Por isso, vale ressaltar as principais causas dessa problemática.
O impasse da justiça com as próprias mãos advém de diversos fatores, estando entre eles a presença precária do Estado. Tal fato corrobora para o surgimento de locais vulneráveis e pessoas dispostas a atingir o outro como punição.
Além disso, para atestar a falência do Estado e motivar os justiceiros, a justiça com as próprias mãos é percebida pela sociedade como uma reação legítima da população. Sendo assim, raramente aqueles que a praticam são identificados ou punidos.
Sob outro ângulo, é possível ainda avaliar a resiliência do problema na esfera social ao analisar, conforme a teoria do sociólogo Gabriel de Tarde, aspectos da sociedade em massa. Nesse âmbito, a multidão passa a agir como uma única pessoa, de forma irracional. Comprova-se isso pela constante ocorrência de linchamentos no Brasil.
De modo exposto, percebe-se que o ato de fazer justiça com as próprias mãos é um crime e necessita ser combatido. Portanto, o Estado, como órgão protetor dos cidadãos, deve reformular o Sistema Judiciário a fim de obter julgamentos e sentenças mais rápidas e precisas, principalmente em áreas de vulnerabilidade. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras e campanhas conscientizando a população sobre o perigo e imprecisão da justiça com as próprias mãos. Assim, de forma coletiva, será possível alcançar um país realmente justo.