A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 04/02/2018

Nos últimos anos, houve um crescimento drástico de ondas de violência no Brasil e no mundo, seja por prática religiosa ou pelo ambiente social perigoso para a população. As pessoas veem-se saturadas de presenciarem a mesma situação, ondas de violência, estupros e assaltos. Mediante a nenhuma reação judicial do Estado contra isso, julgam a justiça com as próprias mãos o meio mais eficaz para elas.

Embora o país denomina-se democrático e civilizado, não é corriqueiramente presenciada a punição e a justiça mediante a lei, sendo assim, abre-se um espaço para a população agir por conta própria, e acabam naturalizando algo que não é normal. Se as pessoas não veem punição, logo elas não iram teme-la, de modo que as tendenciem a prática de “sua justiça”.

Émille Durkheim em seu estudo sobre a sociedade explica que é importante que exista o crime para equilibrar a sociedade, pois ela verá a punição do ato criminoso mediante as leis, e será educada a não cometer o mesmo ato, quando essa onda de violência e crime esta fora de controle significa que a sociedade esta doente, isso pode se refletir a uma falência na sociedade, pois assim as pessoas passam a julgar a pessoa em sí e não mais os seus atos, como as leis judiciais fazem.

Não depende apenas de educar as pessoas para que não pratiquem a justiça pelas próprias mãos, para que elas confiem este trabalho para as pessoas competentes a esse serviço, mas também as vítimas dessa “justiça”. As pessoas são “linchadas” por um ato criminoso ou visto com um mal olhar pela sociedade, se elas não tivessem cometido este ato, não haveria a determinada punição. Logo, ajudar as pessoas para que não venham se tornar criminosos, diminuiria as ondas de crime e consequentemente a justiça pelas próprias mãos. Disponibilizar mais oportunidades, mais inclusão social, menos divisão entre classes levaria a uma sociedade em equilíbrio, sendo assim uma sociedade perfeita.