A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 04/02/2018
De acordo com Nelson Mandela, ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros. Entretanto, o Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras de uma sociedade intolerante. Isso se dá porque, ainda no século XXI, a ineficiência do Ministério da Justiça e Segurança Púbica junto à frágil estrutura escolar tornam-se entraves para suprimir os casos da prática de justiça com as próprias mãos.
É essencial pontuar, de início, que ausência da segurança pública pode influir nas ações da população, sendo capaz de alterar, consequentemente, a estrutura social. Ademais, é possível afirmar: devido o sentimento de desprotegimento, os indivíduos se veem no direito de fazer o papel do Estado. Isso se intensifica não só pelo sentimento de vingança, mas também pelas fracas leis responsáveis por punirem os agressores.
É relevante ressaltar ainda a correspondência entre o progresso do tecido social e o tipo de ensino estabelecido. Essa relação existe porque quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor (Paulo Freire). Um país precisa de uma população cônscia, a fim de extinguir os casos de desrespeitos como noticiado pelo G1 recentemente: um jovem foi linchado e amarrado num poste após uma tentativa de furto.
Torna-se evidente, portanto, que a sociedade brasileira tem contrariado o legado deixado por Mandela. Ao Ministério da Educação compete adequar o projeto pedagógico brasileiro inserindo programações no qual o estudo é direcionado ao comportamento do homem em função do meio, para cooperar com o desenvolvimento do pensamento critico dos jovens. Além disso, cabe aos cidadãos serem mais ativos politicamente, com o propósito de possibilitar uma sociedade mais igualitária, onde todos usufruem dos mesmos privilégios e direitos. Muito tem de ser feito, entretanto o mais importante é dar o primeiro passo, a fim de alcançar a evolução do homem e da nação, como já dizia Oscar Wilde.