A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 01/09/2020

Em terrar de cego, quem te olho sabe fazer justiça.

Desde os primórdios, se entende que toda injustiça deve ser combatida, como na idade antiga com a lei do talião, a qual regulava severamente “olho por olho e dente por dente” na qual tinha como fundamento a justiça pelas próprias mãos. Com o passar do tempo, fora notado a urgência de leis que regulassem situações do cotidiano e combatessem de forma uniforme e igualitária a todos os casos, sem que o indivíduo saísse por ai aplicando penas que lhe conviesse.

Ainda assim, nos tempos modernos, a sociedade tem por base um apanhado de leis e princípios que regulam a vida em sociedade, a qual delimita o espaço de cada indivíduo para que saiba até que ponto pode se ir sem magoar ou perturbar o outro. Porém em muitos casos, as pessoas acreditam que as leis não surtam efeitos em sua aplicação e acabam por agir por contra própria, gerando assim piora ao caso e muitas vezes trocando o lugar de vítima à autor do delito fruto de sua “justiça”.

O maior exemplo que se tem no Brasil, o maior exemplo aconteceu em 2012 com o pai que não conseguiu esperar até o fim do julgamento do acusado de estuprar sua filha de 12 anos, e acabou por tirar a vida deste, que por conseguinte apesar dos motivos gerou ao pai uma pena de 18 anos de cadeia.

Com tudo, se compreende que nem sempre a melhor solução é fazer justiça com as próprias mãos, visto que, se a lei do talião “olho por e dente por dente” fosse aplicada, quase toda população estaria cega e até mesmo insatisfeita com uma justiça desigual e pilar de como conviver harmoniosamente.