A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 21/07/2018
Desde o início da civilização e principalmente, da justiça, como uma forma de resguardar os direitos dos indivíduos na sociedade, o mundo trilhou um longo caminho para a consolidação das instituições de defesa nos moldes como as conhecemos hoje. No entanto, em razão da impunidade que rege a má aplicação dos mecanismos de proteção do cidadão, assim como, a existência da errônea associação da vingança como meio de justiça, tais fatos se aliam no Brasil para a emergência da justiça com as próprias mãos.
Em primeira análise,vale destacar, como os efeitos da descrença popular nos meios de coerção, entre os quais a justiça e a polícia convergiram para a expansão dos casos de barbárie como modo de vingança entre a população. Nesse contexto, destaca-se a organização dos meios de repressão, organizadas pelos denominados justiceiros,que por sua vez, ao utilizar do temor da população diante de criminosos, deturpam os valores morais ao instaurar a “segurança”, por intermédio de linchamentos públicos e espancamentos.
De conformidade com isso, notadamente, os grupos justiceiros atuam com um forte apelo popular, tal fato evidencia a tragédia dos valores no Brasil, equiparar vingança com justiça. Nesse ínterim, há na realidade, a exteriorização de uma mentalidade ignorante, cujo pressuposto é que um crime se paga com outro de proporcional natureza,com a violência, tal comportamento selvagem, inibe as conquistas da humanidade em usufruto da preservação dos direitos humanos, desde a Idade Moderna.
Portanto, à medida que, o comportamento bárbaro da população denuncia a falta de valores no que se refere ao comportamento civilizatório, é crucial que o governo brasileiro trate a educação como prioridade nas politicas públicas. A fim de que se utilize dessa, como uma forma de alterar gradativamente a mentalidade da população, acerca do significado de justiça, visando instruir os indivíduos, que um justiceiro, de fato, é também um criminoso.