A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 22/07/2018
Todos os anos, no Brasil, ocorrem vários casos de linchamentos e assassinatos realizados por uma parte da população, que por ausência do Estado, ou pela banalização da vida humana, sentem-se no direito de julgar e aplicar punições a outros indivíduos. Visto isso, é imprescindível discutir a prática da “justiça com as próprias mãos”, e buscar soluções para esse problema.
Ademais, a constituição federal de 1988 garante a todos, segurança pública e de qualidade, porém, atualmente vivemos um momento de crise nesse âmbito. Por causa da impunidade existente, a onda de violência nas ruas cresce cada vez mais, enquanto as pessoas são obrigadas a ficarem cada vez mais reclusas em suas casas, no entanto, nem assim sentem-se seguras. Tal fato gera sentimentos de revolta e indignação por parte da população, por isso, ela acaba se sentindo no direito de realizar uma tarefa que só o Estado deveria estar exercendo, isto é, um julgamento justo.
Outrossim, podemos testemunhar em alguns desenhos animados como “Homem aranha” e “Superman”, exemplos de justiceiros que tornam-se ídolos em suas cidades por deter vilões e combater o crime, fazendo assim, com que seus moradores sintam-se satisfeitos. Porém, vale ressaltar que, fora das telas, são vidas reais que estão em jogo. A sociedade, hoje em dia, por presenciar tantas atrocidades, passou a enxergar linchamentos e assassinatos como atos naturais e até louváveis, caso que apenas recrudesce o problema.
Dado o exposto, entende-se que a prática de justiça com as próprias mãos é um problemas de todos. O Estado, por meio do Ministério da Justiça, deve criar leis mais severas para quem comete tal ação, e garantir que sejam cumpridas com afinco, além de cumprir a constituição de forma efetiva e garantir a todos segurança de qualidade, para assim, evitar mais mortes. Já o Ministério da Educação, deve incentivar escolas e famílias, a realizarem com crianças, atividades que desenvolvam empatia e amor ao próximo a fim de criar adultos mais esclarecidos.