A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 25/06/2018
A prática da justiça com as próprias mãos sempre existiu. Na idade Média, a ‘‘justiça’’ destacou-se com o Tribunal da Santa Inquisição, no qual a igreja católica levara à fogueira quem se opusesse ao seu padrão moral. No mundo contemporâneo, a justiça na maioria das vezes é realizada pela sociedade de forma violenta e opressiva. Tal prática persiste no Brasil, disfarçada, algumas vezes, sob a forma de algo natural.
É importante ressaltar a cobrança do Estado, em obter uma sociedade aprazível e prudente. No entanto, o mesmo reage de forma violenta para população. Como por exemplo: Em 1993 a chacina da Candelária, onde aproximadamente 40 crianças foram vitimas de um massacre. A justiça com as próprias mãos, não deve-se naturalizar, mesmo sendo uma população assustada com os ataques, é indevido reagir com mais agressões, como linchamentos e apedrejamentos.
Pode-se destacar também que os poderes Executivo e Judiciário, na maioria dos casos não conseguem colocar em prática sua determinada função, e com isso a sociedade não teme ao cometer um ato de fúria , por não ser uma lei educativa e sim punitiva. E em alguns casos o Estado não se faz presente, e ocorre a interferência da população, agindo com as próprias mãos.
É evidente então, portanto, que há entraves para uma segurança adequada na sociedade hodierna. Dessa maneira, é preciso que o Estado brasileiro promova melhorias no sistema público de segurança do país, por meio de sua adaptação às necessidades da população, como uma quantidade maior de policiais qualificados nas ruas, para que a violência seja reduzida. É imprescindível, também, que as escolas garantam o ensino contra qualquer ato de agressão, por intermédio de palestras e aulas interativas, com a participação de familiares, a fim de acabar com a’‘justiça’’ com as próprias mãos.