A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 02/05/2018
Entre os séculos XV e XVII, na Europa e em algumas colônias na América, ocorreu o famigerado período ‘’caça às bruxas’’, onde realizaram-se perseguições em oposição às bruxas e aos curandeiros da época, indivíduos com uma crença distinta da maior parte do povo.
Sob esse viés, percebe-se que o preconceito e a ignorância podem estar atrelados à justiça com as próprias mãos, mas nem sempre. Em novembro de 2017, em São Paulo, no Brasil, um homem fora linchado por alguns indivíduos, após assassinar sua própria namorada, ação que demonstra repúdio por parte dos cidadãos referente ao ato cometido pelo homem. Entretanto, as leis que regem as punições para agressores, tal como o artigo 129 do código penal brasileiro, referente à agressão corporal, não são rígidas o suficiente, pois fazem com que os indivíduos agressores não cumpram a pena necessária para sua reestruturação. De acordo com Martin Luther King, a injustiça em um lugar qualquer, é uma ameaça à justiça em todo lugar. Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse.
Portanto, cabe ao Governo Federal reformular as leis que derivam punições para quaisquer tipos de agressão física, com fito de punir corretamente atos amorais por parte dos cidadãos que se encontram à margem da lei, e poder reestruturá-los futuramente. Ademais, é dever do Governo promover campanhas informativas com temas de religião e cultura principalmente, a fim de evitar possíveis atos repudiantes como ocorrera no século XV, as campanhas deverão ser feitas por intermédio de propagandas na web, televisão e rádio, principalmente.