A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 18/04/2018
Justiça, apesar de parecer um termo muito abstrato e restrito ao homem, esse conceito pode ser observado nas espécies mais primitivas de mamíferos. Essa busca pelo equilíbrio foi crucial para o desenvolvimento de muitas espécies, onde uma ação prejudicial ao grupo era punida. A sensação de injustiça pode gerar na população a vontade de agir por conta própria, conter esse impulso é essencial para a manutenção da saúde social.
Hodiernamente, a impunidade é inerente na sociedade brasileira. Tal fato se deve a um sistema judiciário altamente burocrático e lento, a falta de incentivos estatais e de ética cataliza esse desserviço. Devido ao descaso dos homens de toga a população sente-se injustiçada, e reprime um sentimento de vingança. Quando a sede de justiça fica incontrolável a sociedade, de forma primitiva, pune, muitas vezes desproporcionalmente, pessoas pegas no ato criminoso.
Justiceiros matam pessoas no calor do momento, sem averiguar devidamente a situação. Uma investigação criminal leva tempo e a “verdade dos fatos” muitas vezes é inatingível, mesmo assim, os “heróis da nação” promovem linchamentos, em casos mais graves causados por mero boatos.
Com isso em mente, a sociedade, deve tomar consciência de que a “justiça” com as próprias mãos está longe de ser o melhor caminho. Portanto, após a coscientização devida, os cidadãos precisam pressionar seus representantes para que haja a desburocratização do processo criminal, e a punição para os magistrados antiéticos.